Estande do Museu do Amanhã na Vila Cidadã.

 

Clara tem 11 anos e está no sexto ano. Ao sair da sessão do vídeo Antropoceno, ela parecia estar ainda processando as imagens de impacto. “Achei muito interessante… mostrou que a gente tem que cuidar do planeta, da água”, disse ela. O filme, produzido pela equipe do Museu do Amanhã a partir de fotos, procura mostrar como o homem se apropriou do planeta e, ao fazer isso, modificou seu habitat.

O educador ambiental Yuri Lopes Cruz, do Museu do Amanhã, explica: conceito quer ainda vem sendo discutido e que aborda a era dos humanos. Somos 7,5 bilhões de pessoas hoje e, em 2050, podemos ser 10 bilhões com essa mesma ideia ilógica de desenvolvimento: extração dos recursos da natureza, transformação, uso e descarte. Então, a ideia desse vídeo é promover uma reflexão sobre como elas querem construir o amanhã nos próximos 50 anos”

O educador lembra que desde 1950 o homem modificou mais o planeta do que em todo o periodo anterior da história. E lança no ar a pergunta: “Será que queremos continuar assim?”

Yuri acredita que a resposta está na nova geração e diz que “quem visita o Museu do Amanhã sai de lá diferente. Porque é um museu que te questiona, que te faz as cinco perguntas que sempre inquietaram a humanidade: de onde viemos, quem somos, onde estamos, para onde vamos e como queremos ir. Mas não são cinco as respostas. São milhões de possibilidades.”

Na posição de educador, ele acompanha a pequena plateia de dez pessoas, enquanto elas mergulham na realidade virtual das imagens do vídeo, e observa as reações. “As crianças ficam maravilhadas. Elas ficam rodando a cadeirinha, fazem comentários em voz alta, do tipo”nossa, a agua tá acabando”, olha quanta poluição. É bem diferente dos adultos”.

Por isso, ele diz que as crianças são o seu público-alvo. “Elas sãos seres multiplicadores e ensinam os adultos”.

O Museu do Amanhã está instalado na Vila Cidadã do 8º Fórum Mundial da Água, na área externa do Estádio Mané Garrincha, e vai funcionar das 9h às 21h, até o dia 23.

Fonte: Agência Brasil

Durante visita à Emprapa Cerrados, o príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, é recepcionado pelo presidente da empresa, Maurício Lopes, e conheceu plantações de café, soja e cana-de-açúcar.

Entre os compromissos oficiais durante os dias que ficará no Brasil, o príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, encontrou tempo em sua agenda para visitar a Embrapa Cerrados, a cerca de 35 quilômetros do centro de Brasília, para acompanhar o andamento dos projetos desenvolvidos. A visita foi um pedido pessoal de Naruhito, que já havia visitado o local em 1982. Hoje, na companhia do presidente da Embrapa, Maurício Lopes, visitou duas fazendas da empesa. Lá, ele conheceu as plantações de café, soja e cana-de-açúcar.

“Ele ficou bastante impressionado de ver o café robusta no Cerrado. O Brasil é muito conhecido como produtor do café arábica, mas cada vez mais o café robusta ganha expressão no Brasil. É um café muito importante para se fazer o café solúvel, cafés de alta qualidade e de alto valor no mercado”, disse Lopes após o encontro.

Além disso, ele disse que o príncipe japonês ficou satisfeito em ver a evolução do país no setor. “O Brasil fez algo extraordinário num espaço de tempo muito curto. Em 40 anos, alcançou a segurança alimentar, se projetou como um grande provedor de alimentos para o mundo, isso graças ao investimento que o Brasil fez no desenvolvimento de um modelo de agricultura baseado em ciência”.

O interesse de Naruhito se justifica. Afinal, a Embrapa teve, sobretudo nas décadas de 70 e 80, uma forte parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jaica). Com essa parceria, foi possível, por exemplo, avançar nas pesquisas de correção do solo ácido do Cerrado. Com conhecimento técnico e equipamentos japoneses, a Embrapa conseguiu plantar com sucesso soja, café, milho, algodão, dentre outras culturas.

“Nós recebemos equipamentos muito importantes num momento em que era difícil estruturar e montar laboratórios. A cooperação japonesa teve um papel muito importante no desenvolvimento dessa unidade”, disse Lopes. “Parcerias, como a Embrapa – Jaica ajudaram o Brasil a transformar seus solos, grandes extensões de solos pobres e ácidos, em solos férteis. Ajudou a tropicalizar cultivos e também no desenvolvimento de práticas sustentáveis”, completou.

Além disso, Naruhito foi presidente honorário do Conselho Consultivo da Secretaria-Geral das Nações Unidas sobre água e saneamento. Ele será palestrante do painel Água e Desastres, amanhã (19), no 8º Fórum Mundial da Água. Em sua visita ao Brasil também estão previstos um almoço e uma reunião bilateral com o presidente Michel Temer.

Fonte: Agencia Brasil

Abertura da Expo e da Feira do 8º Fórum Mundial da Água.

 

Na tarde deste domingo (18), foi aberta, em Brasília, o espaço de exposição e troca de experiências entre países, empresas, organizações não governamentais e organismos internacionais que participam do 8º Fórum Mundial da Água, evento que vai debater a questão dos recursos hídricos até o dia 23 de março.

A área de exposição Expo é o local destinado para empresas e países prospectarem negócios, apresentarem soluções de uso sustentável da água e mostrarem como lidam com a questão da água.

O acesso a Expo é restrito aos inscritos no Fórum. A Expo fica ao lado da Feira, espaço gratuito e aberto ao público. No total, cerca de 150 estandes da Expo e da Feira estão ocupando uma área de 9.600 metros quadrados. Amanhã (19), a Expo ficará aberta para visitação das 7h às 18h. Nos dias 20, 21 e 22, estará aberta das 8h às 18h, e no dia 23, das 8h às 14h.

O diretor de Gestão da Agência Nacional de Águas (ANA), Ricardo Andrade, explicou que o objetivo da Expo, mais que gerar negócios, é permitir o encontro e a troca de experiência entre tomadores de decisão de diversos países. Ele lembrou que há mais de 30 países com pavilhões no local e nesses espaços passarão ministros, parlamentares, juízes, empresários e cientistas de mais de 100 países nos próximos dias.

“Existe o potencial para que negócios sejam fechados, mas não é esse o principal objetivo. O que queremos é estimular cooperações. Não tem grandes empresas aqui vendendo serviços. A ideia aqui é fazer com que países compartilhem água, responsabilidades e soluções”, disse Andrade. “Enquanto você tem na Feira e na Vila Cidadã uma interação com o público para trazer consciência, cultura e informação sobre o tema água, o objetivo da Expo é fazer com que os grandes debates e recomendações sejam recepcionadas pelos países, empresas e organizações internacionais.”

O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, e o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, visitaram a Expo, a Feira e a Vila Cidadã no final da tarde, acompanhados pelo diretor Ricardo Andrade, e pelo presidente do Conselho Mundial da Água (CMA), Benedito Braga. Eles visitaram diversos estandes e o ministro inaugurou, na Feira, o espaço do Ministério do Meio Ambiente, criado para visitantes que têm dúvidas sobre a questão hídrica no Brasil.

O ministro Sarney Filho disse estar “muito bem impressionado” com o Fórum. “Eu tenho visitado, como ministro e também como parlamentar ligado à causa ambiental, diversos fóruns internacionais e quero dizer que esse aqui é um dos melhores e está realmente a altura do que se esperava de um anfitrião como o Brasil. Acho que nós temos muito a aprender e muito a ensinar também”, disse.

Ele também destacou que o Fórum é uma boa oportunidade para se conhecer soluções no setor que podem servir ao país. “O Brasil sofre as consequências das mudanças climáticas, principalmente na crise hídrica, e é muito oportuno nós termos aqui um encontro internacional dessa magnitude porque nós vamos tirar muitos bons exemplos e vamos também poder interagir com países que também enfrentam problemas dessa natureza”.

Expo e Feira

Em entrevista o diretor de Operações do 8º Fórum Mundial da Água, Rodrigo Cordeiro, responsável por todo o processo de comercialização dos estandes e espaços da Expo e da Feira, disse que considera essa uma grande oportunidade para as empresas se comunicarem com o público na linguagem mais apropriada. “Na Expo, onde o público é muito mais segmentado e o acesso é restrito aos inscritos no Fórum, a linguagem pode ser um pouco mais técnica. Já para a participação na Feira, a linguagem deve traduzir tudo aquilo que a empresa faz em informação que a sociedade consiga entender”, disse.

Fonte: Agencia Brasil

O presidente Michel Temer reuniu-se com ministros na noite deste domingo (18) no Palácio da Alvorada, em Brasília, para tratar do tema segurança pública. Na saída da reunião, o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, disse que o governo irá liberar um crédito extraordinário para a intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro. Também serão liberados mais recursos para o Ministério Extrordinário da Segurança Pública. O ministro afirmou que ainda não foram definidos os valores, nem as fontes do Orçamento que serão usadas.

“Ficou encaminhado da seguinte maneira: nós teremos para o Rio de Janeiro um crédito extraordinário, cujos valores ainda estão sendo levantados pelo Ministério da Segurança Pública e pelo interventor.  Deveremos ter isso até o final desta semana enviado ao Congresso Nacional”, disse.

“Além disso, teremos recursos para o Ministério da Segurança Pública nas suas atividades e para implementar sua política junto aos estados e ao sistema de segurança pública. Será feito através de um projeto de lei de crédito especial que também será enviado até o final da semana. As fontes desse crédito extraordinário ainda não foram completamente definidas. Estaremos nos próximos dias elaborando as fontes dentro do Orçamento que serão remanejadas para atender a essa demanda da área de segurança”, informou.

Participaram do encontro os ministros Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann; da Justiça, Torquato Jardim; do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira; da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco; da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha; e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Sérgio Etchegoyen.

Fonte: Agencia Brasil