Transplante de órgãos registra queda de 61% durante pandemia

Entre abril e junho deste ano, menos da metade dos transplantes de órgãos e tecidos do início do ano foram realizados no Brasil. Com a diminuição de 61% dos procedimentos, o número de mortes de pacientes cadastrados na fila de espera entre os dois períodos em todo o país cresceu 44,5%, de acordo com a Associação Brasileira de Transplantes (ABTO).

Entre os dados estão os transplantes de coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim, córnea e medula. Quando comparados o primeiro semestre de 2020 e 2019, a diferença é uma diminuição de 32% em relação a realização do procedimento e 34% no número de mortes.

 

Em setembro, IBGE estima safra recorde de 9,7 milhões de grãos na Bahia em 2020

O oitavo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativo a agosto, projetou a produção baiana de cereais, oleaginosas e leguminosas, em torno de 9,7 milhões de toneladas, para este ano, o que representa uma expansão de 17,2% na comparação com 2019.

Em julho, o levantamento apontava uma safra anual de 9,5 milhões de toneladas. Em relação à área, o IBGE projeta uma ligeira retração de 0,4% tanto na plantada quanto na colhida na comparação anual, registrando, em ambos os casos, uma extensão aproximada de 3,1 milhões de hectares. A produtividade média estimada é de 3,1 ton/ha, cerca de 17,7 % superior à do ano passado. As informações, divulgadas nesta quinta-feira (10), foram sistematizadas e analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan).

“Este é um resultado que comprova as políticas acertadas do Governo da Bahia de estímulo à produção agrícola. Importante salientar que, mesmo em meio à pandemia do coronavírus, este é o melhor resultado da série histórica da produção baiana de cereais, oleaginosas e leguminosas”, ressaltou o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.

A lavoura de soja, cuja colheita está finalizada, ficou estimada em seis milhões de toneladas, a segunda maior da série histórica do levantamento – inferior apenas à de 2018 (6,2 milhões de toneladas). Com isso, houve expansão de 13,5% em relação ao volume produzido em 2019. A área colhida de 1,6 milhão de hectares superou em 2,6% a safra anterior.

A safra de milho foi revisada para próximo a 2,3 milhões de toneladas, em 614 mil hectares plantados, representando uma alta de 38,9% em relação a 2019. A primeira safra do cereal deve ser responsável por 1,8 milhão de toneladas, em 363,5 mil hectares. Por sua vez, a expectativa para a segunda safra da lavoura foi revisada para 480 mil toneladas plantadas em 230 mil hectares, com expressiva alta interanual de 73,9%.

A expectativa para a produção total de café também foi revisada, passando de 203 mil para 219,5 mil toneladas. Com isso, a safra do tipo arábica ficou projetada em 100 mil toneladas, o que representa uma variação anual de 38,1%, e a da canephora ficou em 119,5 mil toneladas, correspondendo a uma expansão de 10,6% na comparação com 2019. Por sua vez, as lavouras de banana, laranja e uva mantiveram, respectivamente, recuo de 18,3%, 0,7% e 38,8% em relação à safra anterior.

A estimativa para o algodão foi mantida em 1,4 milhão de toneladas, representando uma queda de 3,3% em relação à safra anterior. A área plantada ficou projetada em 315 mil hectares, correspondendo a um recuo de 5,1% na mesma base de comparação.

A previsão para o feijão teve queda de 400 toneladas, totalizando 321,1 mil toneladas, ainda superando a produção de 2019 em 10,2%. A área plantada totaliza 434 mil hectares. A primeira safra de 135,9 mil toneladas teve recuo de 21,4% em relação ao ano anterior. A principal contribuição virá da segunda safra, cujo volume estimado é de 184,2 mil toneladas, alta de 56,6% na comparação anual.

Para a lavoura da cana-de-açúcar, o IBGE projeta uma produção de 5,1 milhões de toneladas, alta de 22,4% em relação à safra anterior. A produção de cacau foi revisada para baixo, mas ainda apresentando alta de 12,4% na comparação com 2019, somando 118 mil toneladas.

As projeções ainda indicam uma produção de 963 mil toneladas de mandioca, mantendo-se estável em relação à safra passada. A produção de cebola deve encerrar o ciclo com alta de 3,9% em relação à colheita anterior, totalizando 302,4 mil toneladas. A estimativa para o tomate, no entanto, ficou estimada em 241,2 mil toneladas, que corresponde a uma retração de 12,5% sobre a safra de 2019.

Especialistas preveem uma 4ª onda da saúde mental em função da pandemia e do isolamento social

“Não sairemos dessa pandemia da mesma forma que entramos, principalmente aquelas pessoas que já estão comprometidas emocionalmente”. A afirmação é da psicóloga Soraya Carvalho, coordenadora do NEPS – Núcleo de Estudo e Prevenção do Suicídio, um serviço de psicologia ligado ao CIATox- Bahia.

Uma pesquisa da Universidade de Oxford analisou 62 mil pacientes infectados pela COVID 19 e identificou ansiedade, depressão e insônia no período de três meses após a infecção. “Este risco é cerca de duas vezes maior do que o esperado entre pacientes que foram hospitalizados”, disse o pesquisador que chefiou o estudo britânico, Maxime Taquet.
Todas as pesquisas e estudos psiquiátricos que vêm sendo realizados no mundo em plena pandemia reforçam a tese do surgimento do que os especialistas chamam de 4ª onda da saúde mental. A expressão “quarta onda” refere-se ao surgimento de novos casos de transtornos mentais ou agravamento de casos já existentes, como consequência aos estressores impostos pela pandemia da Covid 19.
Segundo o psiquiatra baiano André Caribé, tragédias anteriores mostraram que as implicações para a saúde mental podem durar mais tempo e ter maior prevalência que a própria epidemia e que os impactos psicossociais e econômicos podem ser imensos.
“As medidas rígidas de isolamento social que foram implementadas pelas autoridades sanitárias geraram uma ruptura abrupta na rotina dos indivíduos e na dinâmica do funcionamento das cidades. Tal situação provocou um estado de tensão e ansiedade coletivas, pois o isolamento repentino de familiares e amigos, o medo, a ansiedade, o estresse, alterações nos padrões de sono e alimentação produzem inevitavelmente um impacto na saúde mental da maioria das pessoas.”
Prevenção – A Organização Mundial da Saúde afirma que o suicídio é evitável em 90% dos casos. “É um fenômeno complexo, multifatorial e tem uma série de fatores de risco, dentre eles um dos mais bem estabelecidos é o adoecimento mental. Por isso, para se falar em prevenção ao suicídio tem que se falar em melhorias das politicas públicas em saúde mental. Tratamento precoce, acesso rápido a serviços de saúde, orientação à população e a diminuição do estigma são fundamentais para se tentar diminuir o número de casos”, reforça Caribé.
Apesar de todos os fatores complicadores a que a população mundial foi exposta em função da pandemia da Covid-19, os especialistas e estudiosos do assunto, contudo, afirmam que não se sabe, ainda, se este impacto aumentará as já elevadas taxas de suicídio mundiais.
Na Bahia, dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) indicam que entra os anos de 2010 a 2019 ocorreram 8.833 casos de lesões autoprovocadas e desses, 5.160 foram de casos de suicídio. No ano passado, foram contabilizados 634 óbitos por suicídio e esse ano, até agora, foram 384 óbitos.
O suicídio, hoje, representa mais da metade das mortes violentas no mundo, com cerca de 1 milhão de mortes por ano no mundo, o correspondente a aproximadamente um suicídio a cada 35 segundos. O Brasil ocupa o 8º lugar no ranking, com quase 12.000 mortes ao ano.

OMS alerta: Suicídio é a 3ª causa de mortes de jovens brasileiros entre 15 e 29 anos

O suicídio não é um fenômeno recente, mas os números têm impactado tão fortemente os órgãos internacionais de saúde que não há dúvidas: estamos diante de um grave problema de saúde pública. No Brasil, cerca de 12 milhões de pessoas tiram a própria vida por ano, quase 6% da população. No mundo são cerca de 322 milhões de suicídios anuais. O Brasil só perde para os EUA.

Não por acaso, desde 2003, o dia 10 de setembro foi escolhido como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. No Brasil, a campanha Setembro Amarelo foi iniciada há 5 anos.

No mundo, as notificações apontam para 1 suicídio a cada 35 segundos. No Brasil, a cada 46 minutos uma pessoa tira a própria vida. Uma realidade devastadora quando se identifica o perfil das vítimas brasileiras: a maioria é homem, negro, com idades entre 10 e 29 anos, segundo dados do Ministério da Saúde avaliados nos últimos quatro anos e divulgados numa pesquisa no ano passado.

Suicídios e transtornos mentais –

Segundo o psiquiatra Rodrigo de Almeida Ramos, os índices apontam que em mais de 90% dos pacientes que se suicidaram havia uma doença mental relacionada. “Na grande maioria dos casos, o diagnóstico associado era de depressão”, ressalta o médico.

Principalmente entre os jovens, cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de drogas. Também são fatores de risco para o suicídio situações como desemprego, sensações de vergonha, desonra, desilusões amorosas, além de antecedentes de doenças mentais.

Mas a notícia mais impactante é: a OMS também afirma que o suicídio tem prevenção em 90% dos casos. O Estado da Bahia está alinhada com a lei10.216/2001 que estimula a permanência do doente mental em casa, recebendo tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial, Caps.

Nos últimos dois anos, a SESAB construiu 10 CAPS em 10 municípios baianos, num investimento total de R$ 2milhões de reais. São eles: Salvador, Candeias, São Francisco do Conde, Simões Filho, Camaçari, São Sebastião do Passé, Itaparica, Lauro de Freitas, Dias D´ávila e Madre de Deus.

Anac autoriza empresa a entregar mercadorias por meio de drones

A quarentena determinada pelo combate à Covid-19 trouxe novos hábitos, como a realização de entrevistas e reunião à distância, por aplicativos. O e-commerce ou a entrega delivery também cresceu, mas com o incoveniente de que algum contato social existe, sobretudo para o entregador. Uma solução para é a o envio de mercadorias por drones. O primeiro passo foi dado.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou o uso de drones àempresa Speedbird, que prestará serviços à iFood. É a primeira vez que este tipo de licença é dado.A autorização foi dada em caráter experimental, com validade até agosto de 2021.

A licença permite o controle dos drones em distâncias maiores, sem a necessidade de que o responsável esteja na linha visual do aparelho.A permissão foi concedida para o modelo DLV-1, que pesa 9 quilos e pode transportar cargas de até 2 quilos com velocidade máxima de 32 quilômetros por hora.

De acordo com a iFood, o aparelho não fará entregas diretas, mas facilitará o transporte de cargas entre locais com grande número de restaurantes e fornecedores de alimentação para espaços de onde entregadores levarão os produtos para as casas dos clientes. Com informações da Agência Brasil.

Guedes insiste para que Banco Central devolva R$ 400 bilhões em lucro

O ministro da Economia, Paulo Guedes, continua insistindo para que o Banco Central devolva ao Tesouro Nacional cerca de R$ 400 bilhões resultantes de lucros obtidos pela autoridade monetária com operações cambiais e reservas internacionais.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, o BC, presidido por Roberto Campos Netto, contudo, resiste. Desde maio de 2019, com nova lei, o banco deixou de ter a obrigação de repassar o lucro com operações cambiais ao Tesouro.

Para isso, foi criado um fundo no qual essa quantia é depositada. Quando a autarquia tem prejuízo, essa reserva é usada para cobrir a diferença.

Ainda de acordo com a Folha, a transferência tem respaldo legal e só exige a autorização do CMN (Conselho Monetário Nacional), que é formado pelo ministro da Economia, pelo presidente do BC e pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues.

Mesmo assim, tanto o Tesouro quanto o BC querem fazer uma consulta informal ao TCU (Tribunal de Contas da União) para evitar qualquer tipo de ruído caso a operação venha a se concretizar.

Em junho, a conta tinha R$ 521 bilhões disponíveis. O valor entrará no balanço do primeiro semestre, que deverá ser autorizado pelo CMN na reunião deste mês.

Volume de serviços na Bahia avançou 3,7% em junho

O volume de serviços avançou 3,7% na Bahia em junho, em comparação com o mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (13), através da Pesquisa Mensal de Serviços, realizada pelo IBGE e sistematizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.

“Essa é a segunda variação positiva consecutiva, e a terceira positiva no ano de 2020. O resultado se deve a uma manutenção da recuperação do setor iniciada em maio, devido às medidas de enfrentamento ao coronavírus que o governo do estado da Bahia vem adotando”, ressaltou o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.

Os efeitos da pandemia sobre o setor de serviços começaram a ser sentidos nos últimos 10 dias do mês março e se aprofundaram nos dois meses subsequentes. Diante deste cenário, na comparação com junho de 2019, o volume de serviços na Bahia caiu 23,1%, o indicador acumulado no ano retraiu 16,5% e o indicador acumulado em 12 meses decresceu 9,9%.

Já a receita nominal de serviços cresceu 2,1%, na comparação com maio de 2020, com ajuste sazonal. Na comparação com junho de 2019, caiu 24,3%, o indicador acumulado no ano retraiu 15,3% e o indicador acumulado em 12 meses decresceu 7,6%.

Análise regional das atividades turísticas

Em junho de 2020, o índice de atividades turísticas na Bahia apontou variação positiva de 4,7%, frente ao mês imediatamente anterior (série com ajuste sazonal).

Incêndio na região centro-oeste destrói três áreas do Pantanal

As equipes de bombeiros de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul continuam lutando contra o incêndio na região do Pantanal, em uma operação que teve início na primeira semana de agosto. O governo de Mato Grosso estima que uma área de 204 mil hectares já tenha sido atingida pelo fogo nos municípios de Barão de Melgaço e Poconé.

Os números do estado vizinho são mais abrangentes. Segundo o Corpo de Bombeiros do Mato Grosso do Sul (CBMS), foram 910 mil hectares de vegetação do Pantanal, no lado sul-mato-grossense, queimados entre janeiro e agosto. No mesmo período, 640 mil hectares teriam sido destruídos pelo fogo no estado vizinho. “São 1,55 milhão de hectares de vegetação atingida pelo fogo no Bioma Pantanal em 2020”, disse o tenente-coronel Moreira, do CBMS.

De acordo com Moreira, os focos atualmente se concentram em três áreas, no Sesc Pantanal, no Mato Grosso; em Corumbá e na terra indígena Kadweus. Segundo A coordenadora do Centro Estadual de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul, Franciane Rodrigues, há possibilidades de chuva na região nesta semana.

A Operação Pantanal II, feita em conjunto entre os governos dos dois estados e do governo federal, reduziu de 301 para 50 o número de focos de incêndio na região. Já os focos de calor caíram 73%. Segundo levantamento realizado na última sexta-feira (14) os focos de calor passaram de 1.370, registrados no dia 7 de agosto, para 368.

Além disso, o Comitê de Gestão Estadual do Fogo, de Mato Grosso, mobilizou uma força-tarefa para prestar atendimento aos animais silvestres atingidos pelos incêndios. O grupo seguiu ontem (15) para a região atingida e vai elaborar um plano de contingência. O grupo é formado pela Coordenadoria de Fauna e Recursos Pesqueiros da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros Militar, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).