Manuela critica PT e PSOL: ‘Tentaram nos colocar na semi-legalidade!’

Foto: Ricardo Stuckert
Foto: Ricardo StuckertEx-deputada disse que siglas tentaram, por manobra regimental, impedir a fusão do PCdoB com o PPL, o que prejudicaria os comunistas.

Candidata derrotada a vice-presidente na chapa encabeçada pelo PT, Manuela D´Ávila (PCdoB) criticou petistas e psolistas por uma “manobra regimental” que poderia ter prejudicado comunistas e relembrou que teve que “engolir seco” a estratégia de campanha de não aparecer na TV.

“PSOL e PT tentaram impedir, a partir de uma manobra regimental, a fusão do PCdoB com PPL, mecanismo legal que construímos para SUPERAR A CLÁUSULA DE BARREIRA e seguirmos existindo legalmente. Ou seja, uma eleição da Câmara que não estivemos juntos e nossos aliados há mais de 30 anos tentaram nos colocar na semi-legalidade!!!!!”, escreveu a ex-deputada no Facebook.

Durante sessão da Câmara Federal desta sexta-feira (1º), o deputado Ivan Valente, líder do PSOL, pediu, em questão de ordem, que fosse revertida a decisão do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM), de reconhecer como participantes de blocos parlamentares os partidos que já se incorporaram e ainda não tiveram finalizados os trâmites no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Houve incorporação do PPL pelo PCdoB, do PRP pelo Patriota e do PHS pelo Podemos.

Apoiado pelo PCdoB na sua reeleição, Maia não atendeu ao pedido. A ação de PT e PSOL não foi bem recebida pelo PCdoB, que também se manifestou por meio de nota.

Ainda na sua postagem, Manuela destacou a retirada de sua candidatura presidencial para apoiar o PT: “NÓS, que retiramos a minha candidatura à presidência para compor uma chapa quando tínhamos 3% nas pesquisas, os mesmos 3% de Haddad. E sabemos o quanto isso afetou nossa eleição de parlamentares!!!! Nós, que fomos para rua, mesmo com a invisibilidade machista imposta a mim na TV porque afinal ‘as fake news eram grandes’ e eu prejudicava a chapa porque as pessoas acreditavam nas mentiras”.

“Ninguém solta a mão de ninguém não significa um monte de gente rezando a cartilha do pensamento de um único partido. Ninguém solta a mão de ninguém significa engolir em seco as diferenças (tipo eu fiz com a não aparição minha na TV, lembram?), discutir internamente, superar problemas e seguir na luta juntos”, completou a comunista.