Com crescimento de casos superior a 100%, 8 cidades baianas preocupam o governador

Em transmissão nas redes sociais, nesta quarta-feita (1º), o governador Rui Costa demonstrou preocupação com alguns municípios baianos que apresentaram, nos últimos 10 dias (do dia 21 de junho até o primeiro dia de julho), um crescimento acima de 100%, no número de casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

Com 266% de crescimento nas notificações, o município de Jaguaquara é o que mais preocupa o governador. Em seguida, vem Feira de Santana, com taxa de 142%, Dias D’ávila, com 141%, Lauro de Freitas, com 138%, Juazeiro e Santo Amaro, ambas com 127%, Valente, com 115% e Camaçari, com 103%.

“Jaguaquara teve um crescimento gigantesco, alerta total. Precisamos atuar juntos com essas cidades, onde os números saltam aos olhos, Já estamos agendando reunião com prefeitos do litoral norte, Alagoinhas, Catu, onde teremos uma ação regionalizada, de toque de recolher, para que possamos derrubar os indicadores”, explicou o governador.

De acordo com Rui, municípios que compõem a região metropolitana, no entorno de Salvador, também terão ajustes por conta das altas taxas de contaminação. “Com esses números, fica claro que precisamos de uma reunião com os prefeitos da região metropolitana, pois os números estão muito altos, com crescimento acima de 100%. Isso é insuportável sobre qualquer aspecto, ou seja, mantidas essas taxas, o número de vidas que serão perdidas pode ser enorme”, pontuou.

Saiba em quais lugares o contágio pelo novo coronavírus pode ser maior

Um estudo feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) tornou mais fácil identificar lugares onde, segundo pesquisadores, a chance de ser infectado pelo vírus SARS-Cov-2, responsável pela pandemia da Covid-19, é bem maior.

Os resultados parecem comprovar o que já é protocolo sanitário em todo o Brasil: a residência é o lugar mais seguro para as pessoas nesse momento.

A equipe de virologistas responsáveis pelo levantamento coletou amostras de lugares públicos de alta circulação na cidade de Belo Horizonte.

O método utilizado foi parecido com os testes realizados para detectar a presença do vírus no organismo: o swab – um tipo de cotonete alongado que, quando friccionado contra superfícies, coleta o material em repouso – foi usado em pontos de ônibus, corrimãos, entradas de hospitais e até mesmo bancos de praças. Das 101 amostra colhidas, 17 continham traços do novo coronavírus.

“Para se avaliar o risco de um determinado local, levamos em consideração três elementos: o número de pessoas que podem portar a infecção, o nível de aglomeração esperado nos ambientes e a chance de haver pessoas com a infecção no local”, explicou o infectologista e professor de medicina da UFMG, Matheus Westin.

O médico lembra, ainda, que objetos também podem ter partículas infecciosas inertes. Frutas, verduras, caixas e outros itens que ficam expostos podem carregar o vetor de infecção. O estudo classificou as áreas de risco de acordo com os três pilares sanitários identificados pelos médicos.

Linha de frente
O estudo mostrou também que profissionais que trabalham na linha de frente de combate ao novo coronavírus estão muito mais suscetíveis ao contágio, já que a proximidade com infectados é inevitável.

“Todas as formas de assistência direta envolvem proximidade. Desde os cuidados primários, como administrar medicação ou conversar com o paciente, aos procedimentos invasivos, como ajustar o ventilador mecânico, aspirar as vias aéreas ou entubar o paciente, tudo isso cria um grande risco de transmissão”, argumenta Westin.

Segundo o médico e professor, o investimento em equipamentos de proteção individual (EPIs) de qualidade é crucial, e pode definir se o profissional médico será contaminado ou não ao tratar pacientes.

“Boa parte desse equipamento é de uso único. A troca deve ser periódica. Mas não dá pra esquecer que o profissional de saúde, ao chegar em casa, deve lavar bem com água e sabão as vestimentas hospitalares para remover traços de contaminação das roupas”, informou.

Veja o infográfico:

16 casos ativos e 19 recuperados de Covid-19 em Amargosa, neste domingo

A Prefeitura Municipal de Amargosa, através da Secretaria de Saúde, informa que nesse domingo (28), não foram registrados casos positivos de coronavírus no município.

Além disso, recebemos do Laboratório Central do Estado mais um exame com resultado negativo, descartando mais um caso suspeito na cidade:

Idoso, 72 anos, deu entrada no Centro de Enfrentamento ao Coronavírus cursando com falta de ar e tosse. O paciente encontra-se internado no Hospital Municipal de Amargosa, aguardando transferência.

Os dados apresentados pelos profissionais de saúde de Amargosa informam que nas últimas 24 horas apenas um paciente com sintomas suspeitos foi identificado:

Homem, 42 anos, refere tosse, dor de cabeça, dor no corpo e perda de olfato quando foi atendido pelos profissionais de saúde do Centro de Enfrentamento ao Coronavírus. Foi realizada coleta para exame e encaminhada ao Lacen.

Atualmente, Amargosa possui o total de 16 casos ativos, 19 recuperados e 1 óbito provocado pela Covid-19.

Ex-ministros vão discutir os desafios da educação brasileira no pós-pandemia

A coalizão de deputados da Comissão Externa de Acompanhamento do MEC (Comex-MEC) na Câmara dos Deputados realizará webinar com ex-ministros da Educação para tratar do retorno às aulas e do cenário pós-pandemia no Brasil. O grupo fechou com sete titulares da Pasta de diferentes períodos e correntes políticas para enriquecer o debate e apresentar soluções neste momento de crise. A edição especial será dia 29 de junho (segunda), às 18h, com transmissão ao vivo pelo Facebook e mediação do deputado federal Professor Israel (PV-DF), organizador do evento.

Cristovam Buarque, Cid Gomes, Henrique Paim, Ricardo Vélez, Mendonça Filho, Renato Janine e Hugo Napoleão são as presenças confirmadas para o encontro, que terá como tema “Desafios da Educação no Pós-Pandemia”. Os convidados vão falar sobre os caminhos para minimizar os impactos da Covid-19 na área educacional, das desigualdades ao déficit de arrecadação, como compensar a perda de metade do ano letivo e as propostas para uma educação mais igualitária e inclusiva no Brasil.

O debate será conduzido pelo deputado federal Professor Israel Batista (PV-DF), organizador do webinar, com participação dos demais membros da Comex-MEC: o coordenador João Campos (PSB-PE), o vice-coordenador Felipe Rigoni (PSB-ES), a relatora Tabata Amaral (PDT-SP) e os subcoordenadores Aliel Machado (PSB-PR), Eduardo Bismarck (PDT-CE), Luísa Canziani (PTB-PR) e Tiago Mitraud (Novo-MG).

Transmissão ao vivo
A coalizão pela Educação chega ao sexto webinar durante a pandemia, sempre discutindo temas relevantes. O encontro dos ex-ministros, em edição especial, será transmitido ao vivo pelo Facebook “Webinar: Acesso à educação durante a pandemia” e pelas páginas dos parlamentares da Comex-MEC, a partir das 18h.

Quem são os convidados

Hugo Napoleão
Ministro da Educação (1987-1989)

Cristovam Buarque
Ministro da Educação (2003-2004)

Henrique Paim
Ministro da Educação (2014-2015)

Cid Gomes
Ministro da Educação (2015)

Renato Janine
Ministro da Educação (2015)

Mendonça Filho
Ministro da Educação (2016-2018)

Ricardo Vélez
Ministro da Educação (2019)